“Cuidar da saúde agora é investir na alegria de amanhã!”

Prevenção no dia a dia, mais qualidade de vida e tranquilidade para o futuro.

Para quem já chegou à maturidade — e para quem cuida de pais, avós e familiares — prevenção é sinônimo de mais autonomia, mais segurança e mais qualidade de vida. É descobrir cedo o que pode virar problema, ajustar rotinas e tratamentos, evitar internações e manter o idoso ativo, confiante e bem.

No Brasil, as doenças crônicas (como hipertensão, diabetes, doenças do coração e alguns tipos de câncer) têm grande impacto na saúde pública, e muitos fatores de risco estão ligados ao estilo de vida. Pesquisas como o Vigitel 2023 (Ministério da Saúde) acompanham hábitos como alimentação, atividade física, tabagismo, álcool e excesso de peso — mostrando que atitudes do dia a dia influenciam diretamente a saúde. Em outras palavras: prevenção é um cuidado contínuo que começa antes do susto.


1) Consultas regulares: rotina que evita urgência

É comum o idoso “empurrar com a barriga” porque “está tudo bem”. Mas várias condições são silenciosas no início. A consulta preventiva é o momento de checar, orientar e ajustar.

Por que consultas periódicas funcionam (especialmente na terceira idade)

  • Descobrem pressão alta, diabetes e alterações de colesterol antes de virarem emergência.
  • Permitem revisar remédios, doses e combinações (algo muito importante para quem usa vários medicamentos).
  • Avaliam riscos de quedas, fraqueza, perda de massa muscular, além de visão e audição.
  • Criam um histórico: comparar exames ao longo do tempo ajuda o médico a decidir melhor.

Exemplo bem comum: a hipertensão pode não dar sintomas. Mesmo assim, aumenta o risco de AVC e infarto. Uma aferição regular e orientação de tratamento podem prevenir eventos graves.

Dica prática (para o idoso e para a família)

Marque uma consulta na atenção primária (clínico/medicina de família) e leve:

  • lista de remédios (nome e horário)
  • sintomas (cansaço, tontura, esquecimento, dores, quedas)
  • histórico familiar (diabetes, AVC, infarto, câncer)
  • anotações de pressão/glicemia (se tiver)

2) Exames preventivos essenciais: o que vale conversar com o médico

A lista depende de idade, histórico e doenças existentes, mas alguns pontos são frequentes na rotina do idoso:

Avaliações gerais (muito comuns)

  • Pressão arterial
  • Glicemia (triagem/controle de diabetes)
  • Colesterol e triglicerídeos
  • Peso e circunferência abdominal
  • Função renal (especialmente em hipertensos/diabéticos/idosos)
  • Visão e audição
  • Saúde bucal (infecções e inflamações podem piorar o estado geral)

Prevenção de câncer (exemplos)

  • Papanicolau (conforme orientação e histórico)
  • Mamografia (conforme idade e risco)
  • Rastreamento de câncer de intestino (teste de fezes/colonoscopia conforme indicação)
  • Próstata: decisão individualizada (o ideal é conversa sobre riscos e benefícios)

Dica prática: pergunte sem medo:
“Quais exames eu preciso fazer este ano e com que frequência?”
Isso evita tanto “exame demais” quanto “exame de menos”.


3) Vacinação: proteção essencial para idosos (e um cuidado com a casa inteira)

Vacina não é só para infância. Na terceira idade, vacinas ajudam a reduzir risco de doença grave, internação e complicações.

Vacinas e campanhas comuns (variam conforme calendário e indicação)

  • Influenza (gripe): geralmente anual; muito importante para idosos e pessoas com comorbidades.
  • Covid-19 (reforços): conforme recomendações vigentes.
  • Pneumocócicas (pneumonia): relevante em idosos e grupos de risco.
  • Herpes-zóster (cobreiro): pode prevenir quadro doloroso e complicações, conforme indicação/disponibilidade.
  • Hepatite B e tétano/difteria: reforços e atualização quando necessário.

Benefício para a família: quando o idoso está protegido, toda a casa se beneficia — principalmente netos, cuidadores e pessoas mais vulneráveis.

Dica prática: peça no posto/serviço:
“Pode revisar minha carteira e dizer o que está faltando?”


4) Hidratação: detalhe que muda disposição e evita confusão

Idosos têm maior risco de desidratação, e isso pode causar tontura, constipação, queda de pressão e até confusão mental.

Como ajudar na hidratação, na prática

  • Deixe água sempre à vista e fácil de pegar.
  • Use “marcos”: 1 copo ao acordar + 1 a cada refeição + 1 no meio da manhã e da tarde.
  • Observe sinais: boca seca, urina muito escura, tontura, intestino preso.
  • Em dias quentes (como em Salvador), atenção redobrada.

Atenção: quem tem insuficiência cardíaca ou doença renal precisa seguir orientação médica sobre a quantidade de líquidos.


5) Sono de qualidade: prevenção para memória, humor e imunidade

Dormir bem ajuda o corpo a “regular” tudo: energia, apetite, pressão, humor e atenção.

Dicas simples para melhorar o sono

  • Horários regulares para dormir e acordar.
  • Evitar telas e conteúdos estressantes perto da hora de deitar.
  • Reduzir cafeína no fim do dia.
  • Quarto mais escuro e silencioso.
  • Cochilos curtos e não muito tarde.

Exemplo concreto: trocar 10–15 minutos de celular por respiração guiada ou alongamento leve antes de dormir pode melhorar o início do sono.


6) Hábitos saudáveis: o que mais protege ao longo dos anos

Prevenção não exige perfeição. Exige constância.

Pequenas ações, grande impacto

  • Atividade física adaptada: caminhar, fortalecer pernas e braços, alongar e treinar equilíbrio (reduz risco de quedas).
  • Comida de verdade: mais feijão, verduras, frutas, ovos e proteínas; menos ultraprocessados e excesso de açúcar.
  • Não fumar: parar melhora a saúde progressivamente.
  • Álcool com cuidado: excesso aumenta riscos.
  • Saúde mental e social: vínculos, rotina, propósito e lazer protegem o emocional e o cérebro.
  • Casa mais segura: retirar tapetes soltos, melhorar iluminação, usar antiderrapante e barras de apoio se necessário.

Dica prática (para a família): combine uma meta simples por semana. Ex.:
“Vamos caminhar 15 minutos após o almoço 3x/semana” ou “refrigerante só 1x/semana”.


7) Dados que reforçam a prevenção (por que isso importa)

  • O Vigitel 2023 (Ministério da Saúde) acompanha fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais — como atividade física, alimentação, tabagismo, álcool e excesso de peso — mostrando que esses hábitos são comuns e impactam diretamente a saúde.
  • Perfis da OPAS/PAHO destacam o grande peso das doenças crônicas e a importância de prevenção e acompanhamento contínuo para reduzir mortes e incapacidade.

Conclusão: prevenção é liberdade em qualquer idade!

Para o idoso, prevenção significa autonomia, energia e tranquilidade. Para a família, significa menos sustos e mais tempo de qualidade juntos. Marcar consultas, fazer exames no tempo certo, manter vacinas em dia, beber água, dormir melhor e cultivar hábitos saudáveis é como construir um “patrimônio invisível” que rende todos os dias.

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